Seja Bem Vindo!

Sobre Mim

Minha vida sempre foi guiada por escolhas profundas, muitas vezes desafiadoras, mas sempre voltadas para o autoconhecimento e para servir ao próximo. Hoje, compartilho meus aprendizados através do Ayurveda, do Ananda Bliss, dos grupos de perdão e do chamado à unicidade. Cada experiência que vivi, seja alegre ou dolorosa, me trouxe até aqui — ao propósito de levar cura, consciência e amor ao mundo.

Infãncia

"Eu nasci há 10.000 anos atrás e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais..." Será?

Sinto como se eu tivesse nascido há 10.000 anos. Nasci no dia 18 de outubro, ao meio-dia, um ser totalmente solar. Minha chegada foi difícil: minha mãe precisou de cesárea, eu quase não respirava, saí do hospital com asma e infecção no ouvido.

Chorei durante 11 meses seguidos, pensando na idéia maluca que foi eu ter decidido reencarnar. Minha infância nos anos 70 foi relativamente comum, mas limitada pela asma, que dificultava atividades físicas para uma criança muito agitada.

Na escola, eu me sentia diferente. Não conseguia fazer amigos, sofria bullying de colegas, professores e até da freira da escola. Havia uma menina que roubava meu lanche todos os dias. A irmã Apoline, uma freira me protegia, e eu a adorava, mas ela morreu tragicamente esmagada por dois ônibus em frente à escola.

Com meu irmão, a relação era intensa: entre tapas e beijos — a maior parte eram tapas, mas havia afeto nos momentos em que nossa mãe nos repreendia.

Adolescência

No início da adolescência, continuei sem amigos na escola, mantendo-me como a “muito esquisita”.

Quando comecei a me interessar por meninos, as humilhações aumentaram. Meu refúgio eram a chácara e a praia, onde me sentia livre. Na chácara, minha conexão com os animais e com meu avô paterno era incrível; aprendi a domar cavalos e me sentia a rainha do meu próprio castelo.

No primeiro ano do segundo grau, fui expulsa de um colégio só de meninas. Uma freira me disse que meu pecado era mortal e que eu não era boa influência. Graças ao Espírito Santo, mudei para o Colégio Estadual do Paraná e, pela primeira vez, comecei a ser feliz na escola.

Aos 13 anos minha mãe na tentativa de me ver uma pessoa com classe, me colocou num curso de modelo e manequim no Senac, era para eu aprender etiqueta. Acho que dormi nestas aulas, mas o que ficou pra mim foi uma das mais marcantes vergonhas que senti.

No final do curso faziam um concurso entre os alunos, eram umas 40 meninas e uns 3 meninos. O concurso poderia ser comum, miss simpatia, a mais bonita, etc, porém tinha um extra… a mais feia, e todas as meninas votaram em mim, sem exceções, após o concurso, acontecia um desfile com faixas. Desfilei de cabeça erguida mas o resto dilacerado. Um dos meninos na tentativa de me consolar de volta para casa, foi no ônibus comigo tentando elevar a minha autoestima que acabava de ser quebrada. Foi lindo o gesto dele, porém nada ajudava. Só queria ficar sozinha e chorar escondida.

O segundo grau foi mágico: fiz muitas amizades, bagunças e aprontei bastante, mas sempre consciente e sem recorrer a drogas ou qualquer coisa que alterasse minha consciência. Tive também dois mestres excepcionais, o professor Armando Maranhão e o Burigo, que compreendiam profundamente a alma humana e me ajudaram a me sentir pertencente.

Faculdade

"Durante o curso de Artes Cênicas na PUC, reprovei numa matéria por não conseguir entrar no personagem."

Na faculdade, vivi experiências intensas e desafiadoras. Durante o curso de Artes Cênicas na PUC, reprovei numa matéria por não conseguir entrar no personagem. Um professor tentou me colocar em cena com um colega com quem eu tinha muita raiva, criando situações difíceis.

Mudei de cidade e de curso para Jornalismo por conta de uma paixão adolescente, mas também não deu certo. Voltei para Curitiba e tentei Artes Cênicas novamente, sem me reencaixar. Acabei fazendo outra faculdade por causa de uma amiga, sem saber exatamente o que queria.

Terminei a faculdade em Zootecnia, engravidei, mas não casei com o pai da minha filha. Tive um relacionamento com meu ex-companheiro militar, que foi protetor, mas não compreendeu minha necessidade de liberdade; terminamos quando minha filha tinha cerca de um ano e meio.

Após a faculdade, fui trabalhar em Goiânia e fiz mestrado em Produção Animal e Engenharia Genética. Passei por momentos difíceis, incluindo síndrome do pânico, depressão e crises de ansiedade. Foi lá que conheci Um Curso em Milagres, comecei a meditar, praticar yoga, fazer acupuntura e me envolver como voluntária em um abrigo de meninas, onde fui profundamente curada pelo amor que recebi.

Pós-Faculdade

"Como ainda precisava aprender muito, investi tudo que tinha em um café, mas fiz uma sociedade desigual e enfrentei dívidas."

Terminado o mestrado, voltei para Curitiba e iniciei o doutorado, conhecendo meu marido na mesma época. O doutorado era sanduíche, metade no Brasil e metade na França, mas acabei trancando devido a conflitos com orientador e colegas — mais uma vez, senti a mão do Espírito Santo me guiando.

Como ainda precisava aprender muito, investi tudo que tinha em um café, mas fiz uma sociedade desigual e enfrentei dívidas. Acabei vendendo o café sem receber, paguei a dívida por 11 anos e fiquei grávida e sozinha, voltando a trabalhar na loja da minha mãe e tendo que morar num apartapartamento sozinha no centro.

Durante esse período, fui voluntária na igreja dos Capuchinhos e fiz curso de parapsicologia para gestantes. Não foram momentos fáceis. Na verdade, acho que os momentos mais difíceis da minha vida foram os dois momentos que eu estava grávida. Mas por incrível que pareça, no final das duas gravidez, algo aconteceu. Na primeira, o meu ex me resgatou e na segunda o pai da minha filha foi me buscar.

Claro que tem muito mais detalhes, mas acho que não são cabíveis aqui, merecem um livro.

Um dia, trabalhando no caixa da loja da minha mãe, encontrei uma antiga paixão da escola que me humilhou no passado. Ele passou mais de 40 minutos reclamando da vida, e eu apenas observei, grata por ter superado tudo, inclusive as humilhações.

A partir daí, me dediquei cada vez mais ao trabalho voluntário. Fundando o Instituto Planeta Vida, venho atuando com indígenas, sustentabilidade, saúde natural e desenvolvimento humano. O instituto tem como propósito construir um hospital de medicina natural e um centro de desenvolvimento humano, além de promover a conscientização ambiental.

Estudei Ayurveda, medicina chinesa e outras práticas naturais. Hoje, não sigo religião formal, mas sinto Deus muito presente na minha vida; somos Um.

Experiência Espaço-Tempo

Quando criança, eu tinha uma prática curiosa: fazia viagens no espaço-tempo. Havia uma janela branca solta no quintal da casa da minha mãe. Eu entrava atrás dela e viajava — era realmente um portal. Um dia, trouxe areia dessa experiência, e minha mãe, assustada, mandou retirar a janela do quintal.

Anos depois, já adulta, estava em um café com amigas quando a experiência voltou, mas de forma diferente. Eu estava totalmente consciente e presente com elas, e ao mesmo tempo era outra pessoa. De um lado, a Elenice tomando café; de outro, alguém correndo descalça por uma floresta, fugindo de um lobo, subindo em uma árvore, falando uma língua desconhecida. Eu sentia e enxergava tudo como se fosse aquela pessoa.

A partir daí, compreendi que podia conduzir outras pessoas a esses espaços-tempos — mas agora com um propósito: perdoar e liberar memórias que impedem o fluxo da vida. O objetivo é trazer mais equilíbrio, saúde e harmonia.

Recebi então o nome espiritual Ananda Bliss, que significa “A Bem-Aventurança”. Esse é também o nome da técnica que utilizo hoje.

Memória Apagada

Participei de um congresso que despertou em mim uma memória que havia sido apagada. O palestrante contou que estava caminhando na rua quando, de repente, sem entender como, apareceu dentro de uma casa de portão trancado. Surpreso, pediu desculpas ao dono do local e disse que não sabia o que tinha acontecido. O homem então lhe disse que ele fazia parte do Grupo dos Sete.

Naquele instante, uma lembrança esquecida da minha adolescência retornou. Eu tinha 15 ou 16 anos, estudava no Colégio Estadual do Paraná e conversava com um amigo no corredor. Ele disse que eu fazia parte do grupo dele. Não lembro quem era esse amigo, mas lembro que ele encostou em meu braço e, num instante, estávamos no telhado do Shopping Müller. De lá, ele apontou para um prédio em frente e explicou que aquilo era uma antena. Não recordo os detalhes, mas lembro de ter dito que não queria mais nada daquilo, que só queria ser uma adolescente comum. Meus pais já tinham até cogitado me internar, e eu não queria mais me envolver com nenhum grupo. Ele aceitou minha decisão, me levou de volta e, depois disso, a memória desapareceu — até o dia da palestra.

Após o congresso, conversei com o palestrante e ele me passou um código para fazer antes de dormir. Experimentei uma vez, mas comecei a perder a noção entre sono e realidade, o que me trouxe medo. Então decidi parar. Talvez eu tenha desistido cedo demais, mas, como diz Um Curso em Milagres, livre arbítrio é apenas uma questão de tempo — um tempo que, na verdade, nem é real.

Entrante

Durante a pandemia, eu costumava caminhar com algumas amigas do condomínio. Um dia, fui sozinha e, na volta, ouvi uma voz me perguntando: “Você sabe por que o seu nome é Elenice?”
Respondi que meu pai havia mudado na hora do meu registro, mas não entendia de onde vinha a pergunta. A voz disse: “Olhe para o sol, estou falando daqui.”

Ela explicou que meu nome foi mudado porque, na verdade, eu não era a Daniela que iria nascer — houve uma troca de almas. A Daniela morreu, e eu mergulhei naquele corpo para cumprir uma missão na Terra. Meu pai sabia disso. Meu nome completo é Elenice Cristina, e Cristina representa a energia Crística.

A voz ainda revelou que eu assumira boa parte do carma da Daniela e muitas questões físicas que ela não conseguiria lidar. Também falou sobre Um Curso em Milagres, unicidade, perdão e o projeto que devo desenvolver.

No início, fiquei em crise e precisei de apoio, inclusive de homeopatia que o Carlos me deu para equilibrar. Alguns dias depois, meu pai me disse: “Você está diferente, agora você sabe quem é.”
Foi surreal ouvir isso dele, especialmente sabendo que ele também não é daqui, mas esteve aqui para realizar um trabalho silencioso que mudou a vida de milhares de pessoas.

ATUALMENTE...

Hoje, dou cursos e atendo pessoas com Ayurveda, Ananda Bliss e práticas de unicidade, além de conduzir grupos voluntários de perdão. Em breve, entrarei na política, atendendo a um chamado que venho evitando há 18 anos, mas agora sinto que devo aceitar.

Meu objetivo é que minha fala leve unicidade, perdão, sustentabilidade e saúde natural ao conhecimento de mais pessoas.

Este é um resumo da minha vida, mas em breve escreverei um livro contando detalhes — alguns sórdidos, outros engraçados ou tristes — sempre com desfechos felizes por escolhas elevadas.

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